
O Infante D. Henrique foi um impulsionador das descobertas marítimas, desenvolvendo a ciência náutica, com a elaboração de mapas e instrumentos náuticos, como por exemplo o quadrante, astrolábio e bússola.
Filho do rei D. João I e de D. Filipa de Lencastre, o infante D. Henrique nasceu na cidade do Porto em 1394, vindo a falecer em 1460. Ficou conhecido por o Navegador. Era o terceiro filho de João I de Portugal, fundador da Dinastia de Avis, e de Dona Filipa de Lencastre.
Em 1414, convenceu o seu pai a montar a campanha para a conquista de Ceuta, na costa norte-africana junto ao estreito de Gibraltar. A cidade foi conquistada em Agosto de 1415, assegurando ao reino de Portugal o controlo das rotas marítimas de comércio entre o Atlântico e o Levante. Na ocasião foi armado cavaleiro e recebeu os títulos de Senhor da Covilhã e duque de Viseu.
A 18 de Fevereiro de 1416, foi encarregado do governo de Ceuta. Cabia-lhe organizar, no reino, a manutenção daquela praça-forte em Marrocos.
Entre 1419 e 1420 alguns dos seus escudeiros, João Gonçalves Zarco e Tristão Vaz Teixeira, desembarcaram nas ilhas do arquipélago da Madeira, que já eram conhecidas por navegadores portugueses desde o século anterior. As ilhas revelaram-se de grande importância, vindo a produzir grandes quantidades de cereais, minimizando a falta que afligia Portugal.
Em 1427, os seus navegadores descobriram as primeiras ilhas dos Açores (possivelmente Gonçalo Velho). Também estas ilhas desabitadas foram depois povoadas pelos portugueses.
Com um novo tipo de embarcação, a caravela, as expedições adquiriram um grande impulso.
Em 1460, a costa estava já explorada até ao que é hoje a Serra Leoa. Na altura em que descobriram a Serra Leoa, o Infante D. Henrique morreu, em 13 de novembro de 1460, com 66 anos.
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