segunda-feira, 28 de abril de 2014


O 25 de abril, finalmente a  Liberdade


Antes do 25 de abril, Portugal vivia numa ditadura em que a palavra liberdade mal se podia pronunciar, até que houve uma revolução, que vos vou contar.

          Tudo começou no dia 24 de abril, quando às 10 horas da noite se ouviu na rádio a primeira senha para que as forças revoltosas saíssem dos quartéis, a música ´´E Depois do Adeus``, de Paulo Carvalho.

           No dia seguinte, às 2 e 20 da manhã na rádio Renascença, emitiu-se ´´ Grândola, Vila Morena`` de Zeca Afonso. Em 1974, nem todos tinham televisão, a rádio e os jornais eram essenciais na difusão e transmissão de notícias. Finalmente, às três da manhã, iniciaram-se as movimentações militares em todo o país, especialmente em Lisboa.

          Passado 30 minutos a PSP e a GNR receberam ordens para estarem em prevenção.

         Às 4 horas da manhã, as forças militares ocuparam o aeroporto de Lisboa. Precisamente às 4 horas e 20 da manhã, Joaquim Furtado leu o comunicado do movimento das forças armadas na rádio. É a primeira voz da revolução!

     Apenas às 5 da manhã, Marcelo Caetano, chefe do governo foi informado da revolução e refugiou-se no quartel do Carmo.

         O MFA, movimento das forças armadas, emitiu o terceiro comunicado para que as forças policiais obedecessem às ordens do movimento, às 5 horas e 15.

         E a emoção começou! Às 5 horas e 30, o comandante Salgueiro Maia, vindo de Santarém, entrou em Lisboa com os seus militares e dirigiu-se ao Terreiro do Paço. Às 6 horas, vários ministros refugiaram-se no ministério do Exército, de onde depois fugiram por um buraco feito na parede.

Uma hora depois, às 7 as forças militares ocuparam pontos vitais, como a ponte da Arrábida e o forte de Peniche.

Às 7 horas e 30 foi o comunicado do MFA por Luís Filipe Costa que terminou com “Viva Portugal”. Às 8 horas iniciam-se as primeiras movimentações no Terreiro do Paço, junto às forças revoltosas.

Eram 10 horas e 15 quando as tropas bloquearam a Baixa Pombalina e assistiu-se ao voo de alguns aviões militares sobre Lisboa. Às 11 horas e 30, Salgueiro Mais e os seus militares dirigiram-se ao quartel do Carmo que ficou repleto de pessoas. Um quarto de hora depois foi o novo comunicado do MFA informando o total domínio do país.

Às três da tarde, os militares dispararam rajadas de metralhadoras contra as paredes do quartel do Carmo obrigando Marcelo Caetano a render-se. Três horas depois, o General Spínola chega ao largo e finalmente às 7 horas e 30 Marcelo rendeu-se. Meia hora depois as pessoas concentraram-se em frente à sede da Polícia “PIDE” com cerca de 200 agentes armados no seu interior. Às 20 horas e 30, alguns agentes da PIDE disparam, fazendo 4 mortos e 20 feridos.

Precisamente às 21 horas o Movimento das forças Armadas cercou o edifício da Sede da PIDE.

       Finalmente, no dia seguinte às 8 horas e 30 da manhã, os agentes renderam-se e a revolução venceu ao fim de 41 anos de ditadura.

 

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