domingo, 27 de abril de 2014

Os meus avôs no 25 de abril (DanielG )


O meus avôs no 25 de abril iam trabalhar nas suas empresas, o meu avô Gabriel recebeu uma mensagem da mãe do Algarve que havia um movimento militar, chegou à TAP e mandaram-no para casa.Tinha ido lá o capitão Costa Martins da força aérea sozinho dar ordens para os aviões não partirem.
O meu avô contou-me que foram lá turistas perguntar o que estava acontecer.
Com o meu avô Tó foi parecido, chegou à empresa e estava fechada.
Depois foram os dois para casa acompanhar a revolução através do rádio.
O meu avô Tó não foi à guerra, mas o Gabriel foi à guerra de Angola. Pertencia à companhia de engenharia que fazia pontes e estradas, enquanto os militares os protegiam. Trouxe de lá dois macacos e vários esquilos e caçou muitos animais.
Agora vou falar de antes do 25 de abril. O meu avô Tó nunca sentiu muita falta de liberdade, mas disse-me que antes só havia um partido e, ou não se votava ou se votava num único partido. O meu avô Gabriel disse que antes havia muita pobreza, éramos um país muito fechado. E disse-me que a guerra colonial era a guerra mais estúpida em que Portugal tinha participado.

Ambos concordaram que o homem que mais se destacou na revolução dos cravos foi o Capitão Otelo Saraiva de Carvalho e os restantes capitães, mas que os soldados também foram muito importantes.

Depois do 25 de abril houve tempos muito  atribulados e ninguém sabia bem o que ia acontecer, mas tinham muita esperança de que a vida iria melhorar e que ia haver mais LIBERDADE!

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